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domingo, 29 de setembro de 2013

Pregações do Seminário de Dons e carismas


Estamos disponibilizando com muito prazer as duas primeiras pregações do Seminário de Dons e Carismas. A primeira pregação, ministrada pela Vânia, tem como tema " O Espírito Santo:a operacionalidade da Salvação, o dom do Espírito Santo, justificação e oração".  A segunda pregação, ministrada por Wanderlei, tem como tema "Dons de Santificação: Sabedoria, Entendimento ou Inteligência, Prudência ou Conselho, Ciência ou Conhecimento". Comunicamos também, que a pregação feita pelo Baltasar correspondente ao terceiro tema ( Dons de Santificação: Fortaleza ou Coragem, Piedade  e Temor de Deus ) não será disponibilizada, pois houve um problema técnico na gravação, impossibilitando-a de ser escutada. Vale a pena ouvi-las e deixar Deus falar ao nosso coração!

1º Tema: Vânia


2º Tema: Wanderlei

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O legado de Bento XVI




O Papa Bento XVI deixa um legado extraordinário à Igreja e ao mundo; uma vida inteira dedicada a ela com todo ardor, humildade e zelo apostólico. Desde padre jovem, participou do Concílio Vaticano II (1963-1965) como assessor teológico de seu bispo. Depois, viveu intensamente sua vida na Alemanha como bispo e cardeal. Foi eleito como um dos únicos sacerdotes da Academia de Ciências do Vaticano.

Durante 25 anos, foi Prefeito da “Sagrada Congregação da Doutrina da Fé” do Vaticano, braço direito do Papa João Paulo II, seu grande amigo. Nessa função, teve de enfrentar as heresias modernas de uma teologia da libertação marxista, empolgada com uma falsa “igreja popular” que nasce do povo e não de Deus e de Seu Filho Jesus. Com firmeza, o então cardeal Ratzinger teve de enfrentar as injustas e maldosas críticas dos falsos profetas apoiados pela mídia secular. Foi obrigado a punir teólogos desviados da “sã doutrina” como Leonardo Boff e Jon Sobrino, estrelas da TL.




Ele foi um profeta que sempre falou de Deus com a fidelidade e a coragem dos grandes personagens bíblicos. Não teve medo de enfrentar e continuar os erros da teologia da libertação marxista, pedindo aos bispos do Brasil, em 05/10/2010, que a eliminassem de suas dioceses tendo em vista o seu grande perigo para a Igreja e para a fé do povo. Disse: “As suas sequelas, mais ou menos visíveis, feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.”

O Conclave que o elegeu Papa foi rapidíssimo; os cardeais eleitores entenderam com clareza que não havia outro gigante à altura de substituir João Paulo II no comando da Barca de Pedro.

Logo que assumiu o pontificado, iniciou sua luta contra o que chamou de “ditadura do relativismo”, a qual nega toda verdade e ensina que cada um faz a sua, algo que destrói a família e a sociedade. O Papa é o paladino e arauto da verdade que salva (cf. Catecismo §851). Ele mostrou que o relativismo “mortifica a razão, porque ensina que o ser humano não pode conhecer nada com certeza além do campo científico positivo”.

Bento XVI, de maneira afável, humilde e reservada, com palavras moderadas e profundas, fez um trabalho apostólico fundamental superando as declarações desviadas dos que “querem uma Igreja desestruturada e que pregam uma teologia libertária, bem longe da verdadeira libertação preconizada na Bíblia”, como disse o Cônego José Vidigal.

Aos bispos que ordenou, no último dia dos reis magos, ele deixou claro que a Igreja não vai mudar só para agradar. “A aprovação da sabedoria predominante não é o critério a que nos submetemos. Por isso, a coragem de contrariar a mentalidade prevalecente é particularmente urgente para um bispo. Ele deve ser corajoso.”

Bento XVI “é um dos maiores intelectuais do mundo contemporâneo e tornou-se um dos mais notáveis Pontífices da História da Igreja”, disse o Dr. Ives Gandra Martins.

O Papa deixa-nos três encíclicas fundamentais: Deus caritas est, Spes salvi e Caritas in veritate, que precisam ser estudadas detalhadamente, porque apontam soluções claras para os problemas do mundo moderno. Elas nos mostram o perfeito conhecimento de todos os problemas da realidade mundial a partir do homem, procurando salvar os verdadeiros valores da humanidade.

Bento XVI abriu um diálogo profundo com os intelectuais, especialmente os ateus, com o Programa “Pátio dos Gentios”, levando o debate a eles nas maiores universidades do mundo, buscando quebrar a mentira de que entre a ciência e a fé haja uma dicotomia.

O Papa deixa-nos uma quantidade imensa de excelentes livros, especialmente a série “Jesus de Nazaré”, escrita durante o pontificado, mostrando a realidade histórica de Jesus e a coincidência do Cristo da fé com o da História. Dr. Ives Gandra disse que “talvez tenha sido, em 2 mil anos de história da Igreja, o pontífice mais culto e o que mais escreveu”.

Bento XVI foi um Papa corajoso; não teve medo de enfrentar as acusações injustas que recebeu de ter sido omisso diante dos casos de pedofilia, e agiu com energia para corrigir o problema. Não se curvou diante de tantas blasfêmias contra ele, como a recente e deplorável peça de teatro na PUC de São Paulo (Decapitando o Papa). Por outro lado, não se curvou diante de um feminismo barulhento, também interno à Igreja, e de um modernismo vazio que quis lhe impor a quebra do celibato sacerdotal, a aceitação da ordenação de mulheres e outros erros.

Tal como um novo São Bento de Núrcia, Bento XVI deu início ao reerguimento do Ocidente. O primeiro enfrentou os bárbaros com seus monges cultos e santos espalhados em toda a Europa; o novo Bento enfrentou os “novos bárbaros” que não saqueiam casas e cidades, mas matam as almas e os valores e civilização cristã que tanta luta e sangue custaram dos filhos da Igreja.

Bento XVI soube interpretar e defender o Concílio Vaticano II dos ataques injustos que recebeu tanto dos ultraconservadores que quiseram ver nele as causas dos problemas da Igreja e do mundo, bem como dos avançadinhos ultramodernos que querem ver no Concílio um absurdo “rompimento da Igreja com seu passado”. O Papa soube dar continuidade à “Primavera da Igreja”, a qual o Concílio nos trouxe, como disse João Paulo II. E agora nos deixa o “Ano da Fé” e a proposta de uma nova evangelização.

Mesmo a renúncia de Bento XVI é um legado importante para a posteridade, porque é um gesto de profunda humildade e desapego, corajoso, coerente e fervoroso. Um ato de desprendimento das coisas terrenas, num tempo em que todos se apegam ao poder para se promover, para fazer valer a sua vontade etc. Penso que essa decisão histórica do Papa fará com que outros tenham a mesma coragem de repetir o seu gesto quando isso for necessário.

Professor Felipe Aquino 


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ter fé X acreditar


          Estamos iniciando mais um novo ano. É um momento propício para fazermos uma avaliação de nossas vidas e de tudo o que vivemos em 2012, a fim de que à luz do Espírito Santo tenhamos um 2013 cheio de fé, de esperança e de saúde!
      Este ano de 2013 é um ano muito especial na vida de nossa Igreja: estamos vivendo o Ano da Fé e teremos a alegria de vivenciarmos mais uma Jornada Mundial da Juventude, que neste ano se realizará em julho no Rio de Janeiro e contará com a presença do Papa Bento XVI e de mais de 2 milhões de jovens vindo de todo o mundo.
       Por isso, neste primeiro mês do ano , gostaria de meditar sobre o acreditar e a árdua tarefa de ter fé.
     A palavra fé tem sua origem na palavra latina fidelitas que significa fidelidade. Daí podemos concluir que ter fé e acreditar são duas coisas distintas.
       Acreditar, teoricamente, não depende da fé. Acreditar significa dar crédito a algo que ouvimos ou a alguém, ou seja, significa confiar, depositar nossa certeza nesta situação ou nesta pessoa.
     Por sua vez, ter fé é ter fidelidade; é ser fiel àquilo em que acreditamos. Portanto para ter fé necessariamente eu tenho que acreditar.
       Não é possível ser fiel a alguém se não confiamos nesta pessoa, se não damos crédito às suas palavras e se não temos a certeza de que ela é real e que suas promessas são verdadeiras e fiéis.
      Assim fica claro que ter fé em Deus não é apenas acreditar em sua existência. Ter fé em Deus é ser fiel a Ele e a Sua Palavra; é depositar toda a sua esperança em suas mãos.
       Por este motivo é que afirmo: ter fé hoje em dia é um desafio, uma árdua tarefa.
      A sociedade em que vivemos nos ensina que devemos rejeitar compromissos que requer de nós esforço, dedicação e, sobretudo, que requer renuncia do nosso egoísmo, das nossas vontades e dos nossos interesses.
    Ter fé em Jesus Cristo e na sua Igreja pede de nós uma disponibilidade total: “Se alguém quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”(Mt 16,24)
      Por isso cada dia que se passa é mais difícil de se ter fé e até mesmo de se acreditar em Deus.
        Há uma proliferação de sites, canais de TV, noticias de jornais, emissoras de rádios que se opõem ferrenhamente aos ensinamentos do Evangelho e consequentemente perseguem, com ataques verbais e críticas, a doutrina Católica.

       Ter fé hoje em dia é remar contra a correnteza, justamente porque a fé exige de nós fidelidade incondicional à Palavra de Deus e aos ensinamentos de Sua Igreja; porque a fé exige cruz e principalmente a fé exige renúncia das coisas mundanas e dos prazeres materiais para se chegar a verdadeira felicidade.
     O mundo a nossa volta está caminhando para a instalação do anticristo, pois cada vez mais em nossa sociedade Cristo é excluído e seus ensinamentos são deixados de lado.
      Termino este texto com as palavras de Jesus: "Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra ?" (Lc 18,8)
      Peçamos ao Senhor, que envie sobre nós o seu Espírito Santo, para que reavive e alimente a nossa fé e nos faça testemunhas do Evangelho a cada dia deste ano de 2013. E que Maria, mulher de fé, interceda ao seu Filho para que jamais troquemos nossa fé por falsas verdades e falsos prazeres.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

São Francisco de Assis


    Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.
    Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a "Senhora Pobreza". Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: "Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?". Ele respondeu que ao amo. "Porque, então, transformas o amo em criado?", replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: "Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas".
    Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes. 
    A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria... Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.
   Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas. 
   O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.
     São Francisco de Assis, rogai por nós!

sábado, 8 de setembro de 2012

Natividade de Nossa Senhora

        
       Celebramos hoje o dia do nascimento da Virgem Maria, o dia em que o ventre ditoso de Ana deu a luz a Mãe do Salvador da Humanidade.

        Esta festa é celebrada exatamente nove meses após a festa da Imaculada Concepção de Maria, que se comemora dia 08 de dezembro, e tem a sua origem em Jerusalém. Começou a ser celebrada no século V como festa da Basílica Sanctae Mariae ubi nata est, atualmente cohecida como Basílica de Santa Ana. No século VII, já era celebrada pelas igrejas bizantinas e em Roma, como festa do nascimento da Bem-Aventurada Virgem Maria. A festa foi incluída no calendário tridentino em 8 de Setembro e permanece, até hoje, nesta data.
        De acordo com a tradição, Maria nasceu de pais já velhos e estéreis, chamados Joaquim e Ana, como resposta às suas preces. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus. Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santa Ana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.
        No século IV, e posteriormente, no século XV, surgiu a crença que Maria também teria sido concebida por uma virgem, pelo poder do Espírito Santo. Esta crença foi condenada como um erro pela Igreja Católica em 1677. A Igreja ensina que Maria foi concebida de maneira natural, mas foi miraculosamente preservada do pecado original para ser a mãe de Cristo. Esta concepção livre do pecado original é chamada de Imaculada Conceição.

        Para nós esta festa é muito importante pois marca o inicio do plano de Salvação de Deus. Sem Maria, não há salvação pois foi por meio dela que recebemos Jesus, único e verdadeiro salvador.
       Por isso, neste dia somos chamados a dar glórias a Deus por sua misericórdia e por nos ter dado Maria como nossa mãe, nossa protetora e nosso modelo de obediência a Sua voz.   

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A transfiguração do Senhor


Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles.   Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar.  Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si, o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”. 

(Mc 9,2-10)
        Estamos celebrando hoje a  solenidade da Transfiguração do Senhor. Esta festa é muito importante para nós católicos, pois é o dia em que Jesus se revela aos seus apóstolos com toda glória e esplendor , mostrando-se como Deus.
       No evangelho podemos perceber vários aspectos que dão sentido a esta solenidade. Primeiro é que Jesus sobe com seus discípulos ao monte Sinai. Este monte é importante para os Judeus pois foi nele que Deus se manifestou a Moisés e lhe deu o decálogo, os 10 mandamentos. Outro aspecto importante do evangelho é que Moisés e Elias aparecem conversando com Jesus. 
      Moisés, que viveu aproximadamente 1270 anos antes de Cristo e libertou o hebreus da escravidão egípcia, representa a Lei. Elias que viveu 900 anos antes de Cristo, representa os Profetas do Antigo Testamento.
      A transfiguração,  nada mais é do que a prefiguração da Ressurreição de Jesus. Ele se mostra glorioso, radiante de luz, indicando momentaneamente sua glória, seu esplendor e sua luz   perpetuará para sempre através do sacrifício da Cruz.
     Olhando para a nossa realidade, somos convidados por esta festa a enxergar o Cristo como verdadeiro Deus. 
     Deus nos aponta Jesus como seu Filho muito amado e nos ensina  o caminho para também nós participarmos de sua glória na eternidade: Escutando o Jesus nos diz. 
     Só seremos capazes de contemplar a Deus em sua Glória e majestade quanto somos capazes de ouvir a sua Voz e de colocá-la em prática no dia-a-dia.   
     Quando ouvimos a Palavra de Deus com o nosso coração aberto somos capazes de perceber que Ele é o nosso refugio e nossa proteção.
      Muitas vezes queremos construir muitas tendas que nos dão a ilusão de segurança, proteção, prazer e não deixamos somos capazes de abandonar tantas coisas que achamos que são seguras para ouvir a voz de Deus.
      Quando estamos abertos a vontade de Deus Ele se torna a nossa tenda. Nós cobre em seu amor, nos protege e noas ampara. Ele nos alimenta e nos convidada a participarmos de sua glória.
       Que a sejamos capazes de ouvir a voz de Deus para que possamos também nós participarmos de sua Gloria!!!     

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A origem da Festa de Corpus Christi

Celebraremos hoje a solenidade do Sacratíssimo Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente pelo seu nome em latim: Corpus Christi.
Esta festa teve origem no século XIII na cidade italiana de Bolsena . Nela havia um sacerdote, chamado Pe. Pietro de Praga, que duvidava da presença real de Jesus na Eucaristia. Durante uma missa em que ele presidia na cripta de Santa Cristina esta dúvida se salientou.
Ocorreu que no momento da consagração, ao elevar a hóstia consagrada sobre o altar para mostra-la aos fiéis, a hóstia começou a sangrar milagrosamente ao ponto de ensanguentar o corporal  ( pano de linho sobre o qual se deposita o cálice e os cibórios com hóstias para a consagração).
 O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, informado do milagre, então, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou os fiéis caminhando na entrada de Orvieto, teria então pronunciado diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.
O papa então pediu que se levassem, em procissão, as relíquias para a catedral de Santa Prisca em Orvieto.
Por causa do fato acima e dos relatos de Santa Juliana, a quem Jesus aparecia em visões lhe pedindo que o mistério Eucarístico fosse celebrado com maior devoção, Urbano IV  instituiu a festa de Corpus Christi em 11 de agosto de 1264 como preceito litúrgico no qual se deve ser celebrado na primeira quinta-feira após a solenidade da Santíssima Trindade.
Ainda hoje, em visita à cidade de Bolsena, é possível contemplar o corporal e a pedra do altar manchados de sangue.

Relicário com o Corporal manchado de sangue
Relicário com o corporal manchado de sangue



terça-feira, 1 de maio de 2012

São José, Operário de Deus !!!!



Hoje celebramos liturgicamente o dia de São José Operário.  Quando assim falamos, a primeira vista, parece que é um outro José. Mas não é: é o mesmo José, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus. Contudo a Igreja hoje o contempla  como Operário.
São José era descendente de Davi e foi prometido em casamento a Virgem Maria. Porém antes de se casarem , José soube que Maria estava grávida e para não desonrar sua descendência, nem ver Maria apedrejada, julgou ser melhor abandonar Maria em segredo.
Porém em sonho, Deus lhe revelou que o filho que Maria estava esperando, fora gerado pelo Espírito Santo e que ele seria responsável pela educação desta criança e lhe daria  o nome  de Jesus. A partir de então José tomou Maria por esposa e Jesus como sendo seu próprio filho.
São José não teve nenhum filho com Maria, sendo portanto Jesus seu único descente ( mesmo não sendo Ele filho legítimo de José).
Isso nos narra o Evangelho. Por isso também que são José e chamado de Patrono da Igreja, pois aceitou ser o pai adotivo de Jesus, ensinando-lhe o que sabia principalmente o seu ofício. E é justamente isto que a Igreja nos propõe a contemplarmos hoje!  
São José era carpinteiro, executava os mais diversos trabalhos em madeira, desde móveis, ferramentas, artigos para construção civil, construção naval, entre outros. Ensinou tudo isso a Jesus, pois assim era o costume da época, onde os pais transmitiam seus conhecimentos e seu ofício aos filhos.
José viveu santamente a sua vida. Era obediente a Palavra de Deus, um homem silencioso, que vivia a castidade, a simplicidade e a pobreza.
Por isso somos convidados a aprendermos com José, a sermos operários de Deus, construindo um mundo novo, onde há amor e vivencia fraterna. Onde a vida e respeitada e valorizada. Onde  todos somos irmãos!
Que São José interceda por nós, para que sejamos dóceis ao Espírito Santo e operários fieis à Palavra de Deus!
São José Operário, rogai por nós!!!!

domingo, 1 de abril de 2012

Espiritualidade do Domingo de Ramos





     Iniciamos hoje com toda a Igreja o início da Semana Santa, com a celebração do Domingo de Ramos. Mas por que esta celebração marca a abertura da Semana Santa? O que ela tem de diferente?

    Estes o aclamaram com "hosanas" e com ramos que pegaram pelo caminho. Dai vem o motivo de o domingo de hoje ser chamado de ramos, pois fazemos memória este momento tão importante da vida de Jesus. Sabemos que Jesus morreu em Jerusalém, cidade sagrada dada de presente por Deus a Davi e a seus descendentes. Poucos dias antes de sua paixão, ele entrou triunfalmente em Jerusalém montado em um jumentinho e foi aclamado pelos habitantes da cidade com Rei. 

      É um convite que a Igreja nos propõe a levarmos nossos ramos à Igreja para aclamarmos Jesus com Rei e senhor de nossa vida e de nossas famílias.

      Contudo o Domingo de Ramos, não apenas nos introduz cronologicamente aos acontecimentos que ocorrerão ao longo desta semana, mas nos convida a meditarmos sobre a Condenação e Morte de Jesus. Por isso os paramentos usados na celebração são da cor vermelha, cor que liturgicamente representa o sangue, o martírio.

      Podemos até definir que o grande foco da celebração de hoje é a Paixão de Cristo, Ápice do amor de Deus por cada um de nós. 
    Assim quando compreendemos o Domingo de Ramos, vivenciamo-lo de maneira muito mais viva e eficaz, pois compreendemos que por meio da celebração de Ramos, somos introduzidos aos mistérios desta Semana, acompanhando desde os primeiros passos de Jesus em Jerusalém, sem perdermos o foco de toda esta semana: o infinito amor de Deus que se Demonstra no Calvário, no lenho da Cruz.

terça-feira, 13 de março de 2012

Por quê devemos participar da Missa?

        Deparo-me com muitas pessoas que falam assim: " Eu vou a missa no dia em quero, é sempre a mesma coisa!". Talvez você seja uma dessas pessoas que fale isso.
     Hoje quero partilhar com vocês da importância da Missa na vida de um Cristão Católico.
     A Santa Missa não é apenas um rito como qualquer outro ela é um sacramento, ou seja, um sinal vivo da presença de Cristo que age no meio do Seu povo.
       Contudo sua importância não se resume apenas ao fato de ela ser o rito do Sacramento da Eucaristia, mas sim por ser um sacrifício perfeito que agrada a Deus.
    Mas enfim, por que devemos ir a missa?
    São Lourenço Justiniano, nos reponde com muita propriedade esta pergunta: “Nenhuma língua humana poderá enumerar os favores que se correlacionam com a Santa Missa. O pecador se reconcilia com Deus, o justo fica mais reto, os pecados são apagados, os vícios eliminados, a virtude e os méritos crescem e as artimanhas do demônio são frustradas.” 
     Devemos ir a santa missa para participarmos do sacrifício de Cristo no altar, pois todas as vezes que a celebramos estamos fazendo memoria a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, que nos convida a morremos para os nossos pecados e a renascermos com Ele para a vida nova. Na missa imolamos o Próprio Jesus, que se faz presente em corpo, sangue, alma e divindade escondido no pão e no vinho. E oferecemos a Deus o Sacrifício de Cristo (o sacrifício da Cruz, mas sobretudo o grande sacrifício de Ele sendo Deus se tornar um pequeno pedaço de pão) em expiação de nossos pecados.
     É por esse motivo que a Igreja nos aponta a Santa Missa como a maior e mais perfeita das orações, pois quando rezamos falamos com Deus, mas na Santa Missa é o próprio Deus que nos Fala em sua Palavra, nos perdoa de nossos pecados, se faz fisicamente presente em nosso meio e entra dentro de nós para restaurar-nos por inteiro e nos dar força para a caminhada. 
      Por isso cada missa que participamos é unica, pois temos a oportunidade de nos encontrarmos pessoalmente com Deus e sentirmos todo seu amor e carinho, pois Ele vem ao nosso encontro.
     Termino este texto com a frase de São João Maria Vianey: "Se soubéssemos o que é a Santa Missa, morreríamos de amor !"